domingo, 8 de setembro de 2013

Acordo de felicidade - Leis por vidas bem vividas

Quero fazer um acordo contigo. Deixamos para trás nossos erros e mágoas e os trocamos por abraços e carícias. Na minha bolsa de valores questionáveis, troco teus desaforos e ignoradas por teu riso escandaloso e um gemido nervoso de teus cabelos puxando meus dedos. Em nosso contrato, abro mão da minha culta verborragia burra, você abre mão de teu silêncio que tanto me maltrata e fechamos mão com mão, corpo a corpo, cheios de sereno e luz do dia.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Você vai ver sem perceber: felicidade é só questão de "ser"...

Até o momento, inventaram apenas três impedimentos para ser feliz junto. O primeiro é o mais importante: correspondência. O platônico só é belo em poesias velhas de um outro sentir. Nunca o seu. Não se faz amor lateral por opção, mas pela falta dela. Em seguida, então, vem a distância. Essa desocupada que leva para longe dois corações que se aproximam. Essa ingrata que faz correr a aeroportos, que faz pesar contas telefônicas, que não pede licença para se colocar na frente ou no meio do caminho...

Pior que isso é amar como loucos, precisar como poucos, depender como ninguém e, ainda assim, não viver bem. Pior que isso é saber ser amado, amar como se pode ser e, ainda assim, não conseguir estar "ali". Pior que isso é encontrar sua paz e, nela, não se ver feliz. E não há nada mais triste que pessoas que se gostam, querem, desejam, ferem, agridem, relaxam, consolam, alisam, beliscam, telefonam, vibram, perdoam, satisfazem, enlouquecem... e não conseguem viver junto. É quando se desafia a lógica; quando se questiona o destino; quando, aos poucos, se faz companhia à solidão...

sábado, 31 de agosto de 2013

Ter saudades é estar doente por opção, apresentando sintomas de vontade

Falar exatamente o que se pensa liberta o homem. Não por gritos e bandeiras. Dizer o que se sente é um desafio dos mais simples de serem superados - e dos mais temidos. Uma vez passada a barreira, vive-se a beleza sorridente de uma verdade sem medo de rejeições. Então, dizemos tudo e tantos desavisados não entendem pelo simples fato de não sabermos ouvir. Há um quê de abandono num "não" nem dito. Há um quê de vontade na ligação não feita. Há um quê de vergonha na palavra engolida. E há um quê de sadismo na esperança que aguarda. Isso porque meu quê ignora tristeza e só conhece saudade...

Não adianta, não nos bastamos. Queremos nossos umbigos como centros do mundo, mas o vazio de um mundo unitário só nos traz angústia. Queremos os pares, as centenas, as festas... Admitamos que queremos o abraço de muitos os que acarinham nossa história e ego. E, mais ainda, o cafuné sempre presente de quem nos palpita o coração. Sozinho, a bola não faz passar o tempo, jogo é treino e não passatempo. Sozinho, o riso é vazio, besta, quase triste... Sozinho não se brinca de ser feliz.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Apertem os cintos... O avião sumiu!

Às 9h de ontem, as buscas por um avião que ninguém - e todo mundo - viu cair e “descair” no mar foram encerradas. O Corpo de Bombeiros, sem localizar qualquer destroço, pôs um fim à histeria coletiva que se instaurou na orla de Goiana e Itamaracá, Litoral Norte pernambucano, e no imaginário popular, que transcendeu as divisas geográficas e findou a noite como o boato do dia em um estado cheio de imaginação e pouquíssimas explicações. O avião monomotor/bimotor/invisível-motor desapareceu tão rápido quanto as notícias de sua existência e acidente. Se um dia voou, caiu na Ilha de Lost, que deve ter se movido para as bandas da terra das maiores línguas em linha reta da América Latina.
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